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Viagem ao Oriente Médio

Dubai é um lugar incrível. A arquitetura opulente, as ilhas temáticas, a grandeza dos hotéis, tudo atrai o nosso olhar. Mas o Emirado não vive só de opulência. Qualquer turista perspicaz percebe o ar de dispersão nas ruas.Dubai é uma das sete regiões administrativas que compõem os Emirados Árabes Unidos (EAU).  Sua principal rival em “vaidade” é o emirado vizinho de Abu Dhabi; com quem Dubai trava varias disputas no melhor estilo “quem tem o maior?” (Freud explica...). O problema é que muitas vezes essa briga sobra para o visitante. Quem imagina encontrar bons serviços pode acabar se desapontando.Na esfera social, a tensão também é enorme. Soube que apenas 8% da população local é árabe. A imensa maioria é formada por indianos e paquistaneses que estão lá a trabalho – muitos em condições de semi-escravidão, dormindo em navios e ganhando US$ 150 por mês (pasmem!). Poucos trabalhadores conseguem escapar desta situação. Desses, raros encontram melhores condições de trabalho.Para ir a Dubai, é preciso tirar visto. O curioso é que o “carimbo” não permite apenas a entrada no Emirado como também dá direito a abrir empresa por lá e levar funcionários de fora (todos dispensados de visto). Senti que esse tipo de legislação é uma espécie de “senha” para o visitante endinheirado. A mensagem subliminar é clara: “aqui você pode fazer o que quiser, contanto que traga seus dólares”.Mas há também muitas atrações culturais interessantes. A começar por uma visita ao mercado de ervas. Adorei flanar leve e solta entre bancadas coloridas inalando o aroma de cada especiaria. Se você ainda acha que o sabor da vida está no açúcar e na gordura, uma visita ao mercado de Dubai o fará rever esse conceito rapidinho.Devo confessar que nunca havia passado pela minha cabeça visitar os Emirados. Pelo menos, sozinha. Tive a sorte de ir com a Hebe (que é sempre o melhor da viagem). O programa e a companhia harmonizaram perfeitamente, a ponto de brincarmos bastante com os nossos estereótipos. O passeio mais divertido foi o jantar em uma daquelas tendas de beduíno no deserto. O cenário era cinematográfico, e dava a sensação de estarmos dentro daqueles antigos filmes épicos, tipo Bem Hur e Laurence da Arábia. Juntas, experimentávamos de tudo um pouco. Até o naguilé – aquele cachimbo comunitário tradicional do mundo árabe.

Claro que não traguei (rs), mas foi uma grande farra.

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