A decisão de se apaixonar
Olhares que se cruzam, um sorriso enigmático, um clima de expectativas no ar. Se você ainda não experimentou a sensação de "amor à primeira vista”, não perca a próxima oportunidade. Ah, você não acredita nisso? Acha que é apenas um devaneio romântico? Pois saiba que os cientistas acreditam!
Um grupo de psicólogos americanos chegou à conclusão de que o amor à primeira vista não apenas é possível, mas acessível a todas as pessoas, mesmo àquelas que se consideram mais céticas e "duronas”. O grande segredo é estar disponível ao amor. E essa é uma decisão racional, não emocional.
No fundo, no fundo, é a gente que decide se apaixonar, dizem os psicólogos. E essa decisão costuma acontecer logo nos primeiros minutos do encontro. Imagine a cena: alguém apresenta a você um amigo, de quem você já ouviu falar que é inteligente e charmoso.
Se existe ao menos um interesse inicial, abrem-se todos os canais ao novo relacionamento: os olhos se aguçam aos detalhes físicos do candidato em potencial, os ouvidos tornam-se mais apurados, o sorriso vem com facilidade. E se você transmite bons sinais, também os receberá de volta.
Se tudo der certo até aqui, já é meio caminho andado para o amor. Mas caso contrário, se por alguma idéia preconcebida você tiver previsões negativas sobre o sujeito, ele poderá plantar bananeira na sua frente e você não notará.
De alguma maneira, esse mecanismo que o coração tem para "fechar as portas” automaticamente costuma ser útil para nos livrar de algumas enrascadas. Se você sabe que por trás da voz de sereia esconde-se alguém com caráter duvidoso, toque o sinal de alerta e puxe a alavanca para fechar as comportas!
Mas eu penso que muita gente tem fechado demais o coração nos últimos tempos. Tenho muitas amigas que se queixam da dificuldade de encontrar um parceiro disposto a construir um relacionamento sério, mas percebo também um fato curioso: o nível de exigência delas está cada vez mais alto.
É claro que ninguém deve sentir-se obrigado a topar qualquer desafio. Se no primeiro encontro o candidato aparece vestido de camisa amarela com gravata roxa, ele corre o sério risco de ser descartado por falta grave e imperdoável.
Temos muitos preconceitos em relação a quem não se parece conosco. Temos medo do desconhecido. E fazemos julgamentos demais. Todos esses julgamentos nos afastam de novas oportunidades de amor e amizade.
Fica então minha sugestão: da próxima vez que sair de casa, deixe o preconceito guardado no armário. Leve com você os seus valores mais importantes, como honestidade, bondade, carinho, e o que mais você tiver em seu pacote de coisas boas e eternas. O resto pode variar de acordo com a moda. Inclusive – ou sobretudo – a cor da gravata.