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Bom senso é o mais indicado

Cometer gafes é realmente muito desagradável. Dá uma vontade louca de enfiar-se debaixo da terra, como avestruz, ou sumir do mapa por um tempo. Mas não há pessoa no mundo que nunca tenha passado um vexame qualquer na vida, desde errar o nome de alguém, até situações bem mais embaraçosas, como levar um tombo na entrada de uma festa, naquele exato momento em que a câmera está registrando sua chegada. Motivos para ficar com vergonha todos nós já tivemos, o que faz a diferença é a maneira como encaramos os erros. E, nesse aspecto, o humor é o melhor remédio. Como sempre, aliás.

Não acho que deva existir um manual de etiqueta para cada aspecto do cotidiano. O gostoso da vida também é quebrar regras de vez em quando. Mas o bom senso tem de permear nossas atitudes sempre, o que significa que há alguns princípios básicos que devem ser respeitados para evitar gafes. No caso da comunicação via internet, poupar seus amigos de correntes, propagandas e arquivos gigantes é um gesto de delicadeza. Corrigir o português do outro, convenhamos, é uma demonstração de arrogância que não convém. E lembre-se também que brigar ou discutir assuntos sérios por e-mail não é boa idéia. Pense na situação: a pessoa pode estar na correria, no meio de uma tarefa difícil, vai entender tudo errado e responder sem pensar direito. A não ser que a troca de cartas cibernéticas seja um hábito de vocês, deixe para falar o que é importante pessoalmente.

O simples e genuíno desejo de combater as manias e hábitos que nos trazem sofrimento já é um passo para a mudança. Sonhar como o dia em que estaremos livres daquele defeito, fazendo mentalizações, também ajuda. Mas só isso não basta. Para que o universo conspire a nosso favor, precisamos tomar alguma iniciativa. É preciso mexer os gravetos para espalhar a fogueira. A energia da transformação nunca nasce lá fora.

Comparações às vezes são inevitáveis. As pessoas vivem comparando pais e filhos, ex-maridos e namorados, cães e gatos. Da mesma forma, estamos sempre nos comparando a outras pessoas. O que é um grave defeito em mim nem parece tal mal aos olhos dos outros, não é assim? Então por que não olhar-se também com um pouco de generosidade? Há quem prefira a independência dos gatos à afetividade dos cães e vice-versa.

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