Exercite a mente
Ao ouvir a palavra malhação você logo pensa em academias, ginástica, exercícios aeróbios, muito suor... Ótimo! É isso mesmo que você deve fazer para entrar em forma com saúde ao iniciar seriamente uma dieta.
Porém, existe um outro tipo de malhação que devemos fazer, e essa não trabalha com nossa massa muscular mas, sim, com nossa massa cinzenta, mais exatamente com nosso CÉ-RE-BRO. Acredite: até mesmo nossos neurônios precisam ser exercitados – tal como os músculos, eles correm o risco de atrofiar até a completa extinção e aí, meus caros e caras, lôraburra vai ser pouco.
"Deu branco!” é o bordão mais comum nessa etapa: a gente começa esquecendo os números dos telefones dos amigos, dos familiares, até esquecer o da própria casa; a esquecer as chaves, os óculos, o celular sobre a mesa do restaurante... E isso é apenas o começo de um processo que parece irreversível. Só parece.
Você pode começar desde já um tratamento preventivo para evitar o envelhecimento gradual do órgão que – este sim – nos diferencia dos animais (embora as ações de muitos homens se assemelhem mais ao modus vivendi de nossos amigos irracionais; mas essa é uma outra história que fica para outra vez).
Bom, lá vamos nós: qual a melhor maneira para nos exercitar então? Fácil. Não ligue a tevê mal entra em casa. Se jogue no sofá, alcance uma caneta e vá direto às palavras cruzadas. Antes de falar que isso é coisa de avô, saiba que ela representa para o nosso cérebro algo semelhante à bicicleta ergométrica das academias.
Manter a atividade mental significa se empenhar em aprender coisas novas. Ser um agente ativo no processo ajuda bastante. Pode ser o aprendizado de um outro idioma, uma viagem, a simples interação com outras pessoas, uma fuga da rotina, traçar objetivos e criar novos desafios.
Segundo os cientistas, assistir à programas de televisão é uma atividade passiva e, por mais que você também possa aprender enquanto está ali, de olho grudado na tela, para seus milhões de neuroniozinhos aquilo é mera gazeta, apenas uma hora de recreio que vai lhe custar muitos esquecimentos tempos depois.
Quando somos senhores de nosso destino, isto é, estamos em atividade, aprendendo de fato alguma coisa ou adquirindo alguma experiência as células do nosso cérebro sofrem uma alteração e isso vai se refletir em nosso comportamento. Para os neurônios, não há diferenças entre o escorregão que levamos no ladrilho molhado e o escorregão amoroso que nos faz sofrer: ambos irão se refletir em nosso comportamento dali para frente.
Quer dizer, passaremos a ser mais cautelosos com a água... ou com os homens/mulheres que encontramos em nossa vida. Mas manter a memória, algo que parece vital, exige mais do que simplesmente cair ou chorar as dores de amores, embora sejam exigências até mesmo banais.
Ler e muito, voltar a ser criança e brincar com jogos de memória, tentar resolver as simples palavras cruzadas dos jornais fazem parte deste processo. Mas, assim como nos exercícios para o corpo, nosso cérebro exige freqüência e estímulos: é preciso estabelecer metas e esquecer a preguiça. Mental e corporal!
Partir para o novo
Por mais estranho que pareça, os especialistas dizem que você precisa praticar atividades completamente diferentes das que você faz habitualmente para que seu cérebro permaneça cada vez mais jovem.
Isto quer dizer que, ao ensaiar novos passos, uma bailarina tem seus neurônios estimulados, mas o que ela deveria mesmo fazer seria aprender a ... jogar xadrez, ou resolver questões matemáticas... Enfim, coisas fora de suas atividades diárias. Seguindo nesse raciocínio, aficcionados por computadores, por exemplo, deveriam pintar. Você já entendeu o recado: parta para o novo, o desconhecido.
Mundo dos sonhos
Você já deve ter percebido que quando dorme mal tem dificuldade para se concentrar. A razão é clara: nosso cérebro também precisa descansar e horas suficientes de sono são fundamentais no processo.
Ao dormir profundamente, nosso cérebro se divorcia dos sentidos e pode espanar os cantos da memória, revisando, processando e armazenando as informações úteis.