Sensualidade e quilinhos a mais
Hoje vou comentar uma crônica de Mário Prata que recém recebi por e-mail naquelas correntes de amigos. Quem sou eu para comentar Mário Prata, poderiam questionar algumas pessoas? Mas o tema é tão pertinente com minha própria vida e com a vida de tanta gente que tem me procurado ao longo dos últimos anos que foi impossível não dar minha opinião. E Mário, acredito, não vai se importar.
Em seu texto, o escritor fala sobre as meia-gordinhas (e explica que é meia porque soa melhor do que meio-gordinha). Ahhhh! Já ouço você pensar que jamais fui meia e... acertou! Fui toda gordinha, se é que posso usar aqui o diminutivo. Mas sem ficar remoendo o que fui e deixei de ser, o tema dos excessos é sempre atraente para boa parte da população.
Voltando ao Mário, oras! A meia-gordinha, diz, está no ponto... e na rede. Ele até mostra percentuais de pesquisas dizendo que 83% das mulheres que desfilam pela internet são meia-gordinhas. Tudo isso Mário faz para confessar que ele, e os brasileiros em geral, gostam da meia-gordinha e não, como deixa transparecer nas entrelinhas, das tops quase anoréxicas que viram ícones de beleza da noite para o dia.
Diz que a meia-gordinha é deliciosa de se pegar e que é melhor espalhar sabonete pelo corpo de uma meia-gordinha... Foi ele, lembrem-se, e não eu, que disse isso! Tem mais: coloca o brasilianista Mathew Shirts na parada, claro, porque é outro que morre de amores pelas redondezas redundantes da meia... gordinha.
Shirts confessa suas razões: "Nunca conheci uma meia-gordinha que impusesse restrições ao imaginário erótico de um homem – no caso, eu mesmo, meio gordinho”. Ao acabar de ler, até eu pensei em começar a fazer um regime de engorda para exceder, ao menos um pouco, o chamado peso certo, matematicamente definido, que tão dificilmente conquistei. Que são cinco ou sete quilos a mais, quando isto parece soar tão sensual nas palavras de Mário?
Fiquei tentada, confesso, mas nem por isso sai do prumo. Lembrei que talvez pudesse ser ótimo manter o pouco excesso sob controle, mas acho que dificilmente alguém consegue fazer isso. Pelo que tenho visto, quem é meia-gordinha hoje acaba, compulsoriamente, muito gordinha de verdade com o avançar dos anos.